O Uso dos Antioxidantes no Antienvelhecimento

Terapias Naturais

O USO DOS ANTIOXIDANTES NO ANTIENVELHECIMENTO

 

 

 

Autor: André Luiz Baylão

 

 

O USO DOS ANTIOXIDANTES NO ANTIENVELHECIMENTO

O envelhecimento constitui um problema de saúde global de importância crescente com enorme impacto nos custos diretos e indiretos na área da saúde. Apesar de seu impacto, pouco se sabe ainda sobre os mecanismos celulares, moleculares e genéticos que o envolvem, e as terapêuticas farmacológicas atualmente disponíveis pouco influenciam na progressão da morbidade ou mortalidade.

Nas últimas décadas, inúmeros trabalhos foram realizados com o intuito de esclarecer os processos fisiopatológicos que envolvem determinadas patologias e sua relação com a produção de radicais livres, tais como: o envelhecimento, o câncer, a aterosclerose, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), os processos inflamatórios, entre outras.

No entanto, muitos desses artigos estão mergulhados num universo bioquímico de difícil compreensão, tornando-os desinteressantes ao colega não-especializado. O objetivo desse capítulo é fornecer conceitos básicos, mas importantes ao entendimento do leitor no que se refere ao envelhecimento, sua relação com os radicais livres de oxigênio e o potencial terapêutico das vitaminas antioxidantes nesses casos.

Pessoas que levam um estilo de vida saudável podem e vivem mais de cem anos de idade com saúde e ausência de enfermidades. Longevidade significa quantidade de vida e dependendo da qualidade de vida que se tenha, resultará em uma maior longevidade. Exemplos de populações que têm uma longevidade que se segue por mais de cem anos: Okinawa no Japão, Adventistas do sétimo dia de Loma Linda ? Califórnia, Sardenha na Ítalia e Nicoya na Costa Rica. Estas populações têm em comum uma vida sem estresse, fé, exercício físico regular, água, equilíbrio emocional, convívio social e uma dieta antioxidante (BOTELHO, 2009).

O processo de envelhecimento ou senescência, do ponto de vista biológico, é definido como o declínio progressivo da homeostasia que ocorre depois de completada a fase reprodutiva da vida e conduz a um risco aumentado de doenças e de morte. É o resultado da interação entre a lesão e reparação, no intuito de se manter a integridade orgânica e proteger o DNA da agressão oxidativa, sendo o resultado da ação integrada entre os fatores genéticos, ambientais e defeitos intrínsecos do organismo. Existe aí um acúmulo progressivo de danos em nível molecular com subseqüente reação inflamatória. Desta forma, os fatores inflamatórios e anti-inflamatórios acabam por modular a evolução do envelhecimento. As alterações inflamatórias e estruturais associadas ao envelhecimento resultam da falência em eliminar os radicais livres de oxigênio (ROS), falência em reparar o DNA lesado e do encurtamento telomeral (Rodrigues, 2009).

Sobre o envelhecimento cutâneo, este pode ser intrínseco ou cronológico e extrínseco ou fotoenvelhecimento, diretamente relacionado à exposição solar crônica e descontrolada. Atualmente sabe-se que os mecanismos celulares e moleculares são os mesmos. Ou seja, o fotoenvelhecimento nada mais é que a superposição dos efeitos biológicos da radiação ultravioleta A e B (UVA e UVB) sobre o envelhecimento intrínseco. As enzimas superóxido-dismutase, a catalase a glutationa peroxidase e as vitaminas E, vitamina C, glutatina e a ubiquinona, não enzimáticas atuam protegendo e neutralizando os radicais livres induzidos pela radiação ultravioleta (Shindo, 1994).  O sol e o fumo são os cofatores mais importantes para o envelhecimento precoce (Fisher, 2002).

Do ponto de vista estatístico, podemos averiguar que houve mudanças na longevidade da população mundial. No Brasil, estima-se que a população com mais de 60 anos representada atualmente por 8,6%,será de 13% em 2020 e de 22% da população em 2050 (IBGE,2000).

 

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE A BIOQUÍMICA DO ENVELHECIMENTO

 

Radicais livres:

De maneira simples, o termo radical livre se refere a um átomo ou molécula altamente reativo, que contém número ímpar de elétrons em sua última camada eletrônica. É este não-emparelhamento de elétrons da última camada que confere alta reatividade a esses átomos ou moléculas. Esses, por sua vez, ou cedem o elétron solitário, oxidando-se, ou recebem outro, reduzindo-se. A isso chamamos de reação de óxido-redução (Halliwell, 1990).

O termo ?espécies reativas do metabolismo do oxigênio? (ERMO) talvez fosse o termo ideal para designar esses agentes reativos patológicos, pois alguns deles não apresentam elétrons desemparelhados em sua última camada. O peróxido de hidrogênio, por exemplo, não é um verdadeiro radical livre por ter suas órbitas externas pareadas, mas pela sua grande hidrossolubilidade e pela sua grande hiperreatividade é considerado um dos precursores mais importantes de radicais livres.

Dos 100% do oxigênio que inspiramos pelo mecanismo da respiração, 95 a 98% são convertidos a trifosfato de adenosina (ATP), via citocromo oxidase, e 2 a 5% desse oxigênio serão convertidos em radicais livres.

Os radicais livres podem ser gerados no citoplasma, nas mitocôndrias ou na membrana e o seu alvo celular (proteínas, lipídios, carboidratos e DNA) está relacionado com o seu sítio de formação (Anderson, 1996; Yu e Anderson, 1997). Dentro do processo de formação participam enzimas endógenas como a superóxido-dismutase ativada na presença de minerais como: o manganês, o zinco e o cobre; e a catalase ativada na presença do ferro.

Algumas das ERMO são: radical superóxido, radical hidroperoxila,  radical hidroxila,  oxigênio singlet e o peróxido de hidrogênio. A presença desses radicais é crítica para a manutenção de muitas funções fisiológicas normais (Pompella, 1997).

O dano oxidativo de biomoléculas pode levar à inativação enzimática, mutação, ruptura de membrana, ao aumento na aterogenicidade de lipoproteínas de baixa densidade e à morte celular. Estes efeitos tóxicos do oxigênio têm sido associados ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças crônicas, inflamatórias e degenerativas. (Halliwell, 1999).

Pró-oxidantes e antioxidantes:

Pró-oxidantes são substâncias endógenas ou exógenas que possuem a capacidade de oxidar moléculas-alvo (Halliwell, 1997). Antioxidantes são agentes responsáveis pela inibição e redução das lesões causadas pelos radicais livres nas células. De maneira geral é qualquer substância que, presente em baixas concentrações, quando comparada a do substrato oxidável, atrasa ou inibe a oxidação deste substrato de maneira eficaz (Sies e Stahl, 1995).

Com relação aos mecanismos de proteção do organismo, os antioxidantes podem atuar em dois níveis: impedindo sua formação, evitando a formação de lesões e perda da integridade da célula, bem como reparando tecidos já lesados (Bianchi, 1999).

O primeiro mecanismo de defesa antioxidante é atuar como detoxicadora do agente antes que ele cause a lesão, impedindo o ataque sobre os lipídios, os aminoácidos das proteínas, a dupla ligação dos ácidos graxos poliinsaturados e as bases do DNA. O organismo usará enzimas antioxidantes como a superóxido-dismutase (SOD), glutationa reduzida, glutationa-peroxidase, catalase e vitamina E para proteger as células e os tecidos do estresse oxidativo (Traber, 1997).

O outro mecanismo de proteção é o reparo das lesões causadas pelos radicais livres. Isto acontece pela remoção de danos da molécula de DNA e a reconstituição das membranas celulares danificadas. Com exceção da Vitamina E (alfa-tocoferol) que é um antioxidante estrutural da membrana, a maior parte dos agentes antioxidantes está no meio intracelular (Ross, 1991; Hebbel, 1986).

A inclusão de antioxidantes quer seja pela dieta através do consumo de frutas e vegetais ou por suplementação é de grande importância, pois está relacionado com a diminuição do risco de desenvolvimento de doenças associadas ao acúmulo de radicais livres (Pompella, 1997). Existem várias evidências da atividade protetora dos componentes do sistema antioxidante. As lesões de reperfusão pós-isquemia de coração, rim, fígado e intestino são prevenidas por SOD, catalase ou allopurinol (Shan,1990).

Embora os radicais livres sejam os mediadores de doenças, sua formação nem sempre é deletéria, como na defesa contra a infecção, quando a bactéria estimula os neutrófilos a produzirem espécies reativas com a finalidade de destruir o microorganismo. Por outro lado, se ocorre uma falha na defesa antioxidante, ou na produção excessiva dessas espécies reativas, vários eventos nosológicos podem ocorrer (Floyd, 1990).

Segundo Halliwell (1999, doenças como mutações, câncer, aterosclerose, lesão pós-isquemia e reperfusão de cérebro, coração, pele, intestino, pâncreas, fígado, lesão pós-concussão cerebral e pós-hipertensão intracraniana, síndrome demencial, disfunção renal pós-transplante, artrite reumatóide, homocromatose transfusional, doenças auto-imunes, toxicidade decorrente da exposição a xenobióticos e, por fim, o próprio envelhecimento estariam ligadas a uma produção exacerbada dessas espécies reativas de oxigênio.

De acordo com a teoria dos radicais de oxigênio, desenvolvida por Harman (1956), o envelhecimento poderia ser secundário ao estresse oxidativo que levaria a reações de oxidação lipídica, protéica e com o DNA, que culminaria em perdas lentas e progressivas dos tecidos e do código genético.

Vários estudos sobre antioxidantes têm mostrado seu papel na prevenção e tratamento de doenças, sobretudo através de nutrientes isolados. Entretanto, o consumo de diferentes frutas e vegetais, com uma grande variedade de vitaminas que podem atuar em sinergismo é que irão proteger as células e os tecidos de forma mais eficaz (Jacob, 1995). Por exemplo, a associação da vitamina C com a E pode ser efetiva na inibição da peroxidação dos lípides da membrana e na proteção do DNA.  A vitamina C que é hidrofílica pode restaurar as propriedades antioxidantes da vitamina E oxidada (Gey, 1998).

Frutas, verduras e legumes contêm vitaminas antioxidantes, como as vitaminas C, E, A, a clorofila, os flavonóides, carotenóides, curcumina e tantos outros que irão impedir as lesões induzidas pelos radicais livres (Stavric, 1994; Fotsis, 1997; Pool-Zobel, 1997). O quadro abaixo ilustra alguns desses alimentos e suas propriedades antioxidantes:

Alimento                              antioxidante                         Alimento                                 Antioxidante

Mamão                                 B-caroteno                             Uva                                            Àcido elágico

Brócolis                               Flavonóides                           Salsa                                         Flavonóides

Laranja                                 Vitamina C                             Morango                                  Vitamina C

Chá                                        Catequinas                             Curry                                        Curcumina

Vinho                                    Quercetina                              Noz                                           Polifenóis

Cenoura                              B-caroteno                            Espinafre                                Clorofila

Tomate                                Carotenóides                        Repolho                                   Taninos

Fonte: BIANCHI e ANTUNES, 1999.

 

Estresse oxidativo:

Em condições normais existe um equilíbrio dentro do organismo onde a produção de radicais livres não ultrapassa a capacidade antioxidante do sistema enzimático endógeno, apoiado ou não pelo sistema antioxidante exógeno, principalmente aquele oriundo do fenômeno da alimentação. O desequilíbrio entre moléculas oxidantes e o sistema antioxidante resultará na indução de danos celulares pelos radicais livres, o que caracteriza o estresse oxidativo (Gilbert, 1990; Halliwell, 1993).

No caso de um estresse oxidativo moderado um aumento das defesas antioxidantes enzimáticas endógenas irá ocorrer. Diante de uma produção excessiva de radicais livres que superem 2 a 5% estabelecido pela homeostasia, o sistema antioxidante endógeno será insuficiente para controlar, exigindo ajuda extra de sistemas exógenos advindos da alimentação. Muitas vezes será necessária a administração de suplementos nutricionais com características antioxidantes para trazer novamente esta situação do estresse oxidativo a um ponto definitivo de equilíbrio.

Para que haja um funcionamento celular normal deve haver uma compensação entre a formação de ERMO e os níveis de defesas antioxidantes que mantêm a célula em estado geral reduzido. O desequilíbrio entre eles tem sido relacionado a um grande número de doenças degenerativas e são considerados agentes importantes no processo de envelhecimento (Droge, 2003).

 

VITAMINAS E AGENTES ANTIOXIDANTES

As vitaminas são substâncias orgânicas de pequeno peso molecular que agem em pequenas doses sem qualquer valor energético intrínseco. Devem ser fornecidas ao organismo que é incapaz de assegurar sua biossíntese, a fim de promover o crescimento, manter a vida e a capacidade de reprodução de animais superiores (Guilland  e Lequeu, 1995).

Vitamina C: Também conhecida como ácido ascórbico é um antioxidante hidrossolúvel que tem sua absorção na parte superior do intestino delgado em 80 a 90% e sua excreção é urinária. Participa de diversos processos metabólicos, como a formação de colágeno e síntese de epinefrina, corticoteróides e ácidos biliares. Além de cofator enzimático, participa dos processos de óxido-redução aumentando a absorção de ferro e a inativação de radicais livres (Padh, 1991).

Em suas funções biológicas destaca-se como antioxidante neutralizando a ação dos radicais livres que desencadeiam o processo de envelhecimento precoce.  É essencial para a síntese de colágeno, hormônios adrenais, aminas vasoativas e carnitina. Essencial para o metabolismo da tirosina que se interrompe na ausência de vitamina C. Essencial para conversão do triptofano em tirosina. Tem a capacidade de reciclar a vitamina E. É capaz de aumentar a absorção do ferro permitindo a transformação de ferro sérico em ferro ferroso. Protege a pele do sol, prevenindo o fotoenvelhecimento. Provável papel protetor contra gripes e resfriado. Sugestionável participação no tratamento do câncer, doenças cardiovasculares, hipertensão e na redução de incidência da catarata. Em altas doses exerce efeito benéfico sobre a resistência à fadiga durante o esforço muscular intenso, diminuindo o estresse fisiológico agudo (Franceschini, 2002; Vannucchi, 1998).  

As melhores fontes são as frutas, principalmente as cítricas e as hortaliças. A acerola é uma excelente fonte de vitamina C (1677 mg/100g), seguida do pimentão vermelho cru (190 mg), a goiaba (184 mg), o kiwi (98 mg), o brócolis cru (93 mg), o maracujá (70 mg) e o mamão papaya (61,8 mg) (Craveiro, 1994 ; Mahan e Arlin, 1995 ; Costa, 2001 ; Aranha, 2004).

Segundo Dietary Reference Intakes (2000), a suplementação necessária para fornecer proteção antioxidante é de 90 mg/dia para homens e 75 mg/dia para mulheres, com um adicional de 10 mg para gestantes para suprir as necessidades do feto. Já pessoas idosas que necessitam obter resposta imune positiva podem precisar de quantidades mais altas de certos micronutrientes essenciais do que a recomenda para adultos jovens (Kelley e Bendich, 1996 ; Halfeld, 1994).

A sua deficiência na alimentação pode contribuir para o desenvolvimento de inúmeras desordens crônicas, comprometendo a qualidade de vida. Dessas desordens, o escorbuto é a mais grave manifestação clínica de hipovitaminose C, podendo se manifestar com quadro de anorexia, dores musculares, fadiga, sangramento gengival, perda de dentes, edema de membros inferiores, hemorragia cutânea, dores nas articulações e anemia.

A sua suplementação pode suprir necessidades carenciais e interferir no processo evolutivo de doenças.  A anemia ferropriva pode ser corrigida com a inclusão de acerola na alimentação infantil (Costa, 2001). Parece ter um efeito anticarcinogênico através de sua ação antioxidante e atuação sobre os radicais livres ou através da melhora e/ou manutenção do sistema imune, inibindo o vírus oncogênico e neutralizando substâncias carcinogênicas (Bsoul, 2004; Silva, 2001). Melhora a capacidade vasomotora do endotélio de artérias coronárias em pacientes com hipertensão e doenças isquêmicas do coração. Sua associação com o magnésio, zinco e a vitamina E aumenta significamente o HDL (Farvid, 2003). Exerce efeito na ação da insulina e propicia benefícios sobre o metabolismo da glicose e dos lipídios em diabéticos idosos não-insulino-dependentes (Tipo II).

O nível de vitamina C em fumantes é 40% mais baixo que nos não-fumantes. Segundo o RDA, uma suplementação adicional de 35 mg/dia é necessária para sua normalização.  O fumo danifica a microcirculação coronariana e interfere no fluxo sanguíneo miocárdico. Uma suplementação de 3 g/dia pode melhorar a circulação sanguínea cardíaca (Morris, 2000; Zhang, 1999).

No paciente com insuficiência renal crônica, a suplementação de vitamina C pode ser necessária, uma vez que a dieta usualmente prescrita para estes pacientes restringe o consumo de frutas e hortaliças frescas devido ao seu alto conteúdo de potássio. A ingestão alimentar exclusiva será insuficiente para manter seus níveis séricos adequados (Martins, 2001).

A luz solar e a poluição ambiental podem depletar a vitamina C presente na epiderme (Thielle, 1997). Devido a sua potente ação antioxidante, benefícios são obtidos aumentando suas concentrações na pele (Mclauren, 1992). Atualmente, só a vitamina C pode tratar rugas estimulando a formação de colágeno por um mecanismo diferente que só pela ação de antioxidação, levando a diminuição ou a prevenção dos sinais do envelhecimento cutâneo. A forma utilizada é a de ácido ascórbico levógiro e nas concentrações de 5 a 15%, sendo ideal no mínimo de 10%. Dois estudos em voluntários com vitamina C tópica, comparada com placebo, demonstraram melhora clínica, histológica e ultraestrutural significativas, e na derme, aumento da expressão do RNAm  para colágenos I e III (Humbert, 2003; Fitzpatrick, 2002).  Só não podemos nos esquecer de que as preparações de vitamina C são instáveis, devendo ser embaladas em recipientes resistentes à luz para evitar exposição aos raios UV ou ao ar.

Por outro lado, a hipervitaminose C, por ingestão maciça da vitamina, também tem sido relatada. Existe um mecanismo homeostático saturável na dose de 2 a 3 g/dia, sendo o excesso excretado. Quando freqüente pode causar náuseas, vômitos, diarréia, cólicas abdominais e até mesmo a litíase oxálica pela conversão parcial do ácido ascórbico em ácido oxálico (Guilland, 1992). Outra hipótese é que a suplementação de vitamina C em doses supra-fisiológicas possa agir como um pró-oxidante que desencadearia a produção de efeitos oxidativos, tendo assim, um efeito contrário ao esperado, causando danos ao envelhecimento (Hercberg, 2007).

Vitamina E: Também conhecida como alfa-tocoferol é um antioxidante lipossolúvel, encontrado no plasma, membranas e tecidos. O termo vitamina E se refere a 8 moléculas de ocorrência natural, sendo 4 tocoferóis e 4 tocotrienóis. Seu papel primordial talvez seja a parada da cadeia na peroxidação lipídica pela remoção dos radicais peroxila lipídicos, assim protegem a membrana celular da destrição e inibem os radicais livres. Sua absorção se dá em 25% a 80% por via oral. É hidrolisada no intestino delgado e excretada em 80% pela bile e 20% por via urinária.

As melhores fontes são: o girassol, óleo de oliva, germe de trigo, grãos, ovos, folhas verdes, cenoura, tomate, banana, aveia, salmão, batata-doce e o abacate. Ainda que o aumento da ingestão de antioxidantes geralmente seja feita através do aumento no consumo de alimentos ricos em antioxidantes. Alguns estudos recentes têm sugerido que níveis ideais de vitamina E sejam atingidos apenas através de suplementação (Tribble, 1999).

Em suas funções biológicas destaca-se como antioxidante, inibindo a peroxidação lipídica. Entende-se por peroxidação lipídica o processo pelo qual os radicais livres atacam os ácidos graxos polissaturados dos fosfolipídios nas membranas celulares, desintegrando-as (Olszewer, 1997). A peroxidação lipídica é inibida pela enzima glutationa-peroxidase que para sua formação precisa de co-fatores como o selênio e alfa-tocoferol.  No caso de doenças coronarianas, os resultados de ensaios clínicos têm sido encorajadores. Sua função seria a de evitar a oxidação do LDL, reduzindo-o quando oxidado, diminuindo assim o risco de eventos cardiovasculares e de doença vascular periférica. A suplementação de vitamina E associada a uma dieta rica em vitamina C reduz os riscos de doenças relacionadas ao envelhecimento, refletindo em menores índices de mortalidade. Isto acontece possivelmente por serem ambas potentes antioxidantes, neutralizando os processos de estresse oxidativo que são as principais causas do processo de envelhecimento (Hemila, 2009). A suplementação de combinações de antioxidantes por via oral, sob a forma de cápsulas, tem efeito sinérgico e são potentes seqüestradoras de radicais livres, ao mesmo tempo em que recupera a vitamina C oxidada (Goldman, 1997).

A vitamina E aplicada topicamente apresenta efeitos fotoprotetores reduzindo o dano induzido pela radiação ultravioleta B(UVB) (Trevithick, 1992) com consequente diminuição do número de células de queimadura do sol (sunburn cells)  (Darr, 1992) e inibição da fotocarcinogênese (Gensler, 1991). Em uma concentração de 5% a 8%, é capaz de melhorar sinais de fotoenvelhecimento quando comparado com placebo, e capaz de reduzir a metaloproteinase mesmo na pele que ficou submetida à radiação ultravioleta por 24 horas (Mayer, 1993; Chung, 2002). Estudos recentes demonstram que a aplicação combinada de vários antioxidantes aumenta a sua potência, fornecendo fotoproteção superior, como foi demonstrado para a associação das vitaminas E e C (Lin, 2003).

A dose recomendada pela RDA é de 80 UI/dia. Na prática clínica, pode-se chegar a 800 UI/dia nos casos de vasculopatia periférica e antiagregante plaquetário. Altas doses de tocoferol interferem com a vitamina K no efeito anticoagulante.

Ácido alfalipóico: É um antioxidante lipo e hidrossolúvel, uma vez que o ácido lipóico atravessa a membrana celular, degrada-se em ácido diidrofólico, também antioxidante.  Recentemente tem adquirido considerável atenção por ser um potente antioxidante. Reage com espécies reativas de oxigênio, como radicais superóxido, radical hidroxila, radical peróxido e oxigênio singlet. Ele ainda protege a membrana, interagindo com a vitamina C e a glutationa, além de reciclar a vitamina E oxidada. Assim sendo, esse composto tem um importante potencial terapêutico onde o estresse oxidativo esteja envolvido.

Sua ação terapêutica tem sido demonstrada em inúmeros modelos de estresse oxidativo, como na isquemia de reperfusão, diabetes, prevenindo as reações de glicação, a catarata, ativação do HIV, neurodegeneração e radiação. Também tem ação reconhecida em doenças hepáticas, incluindo o dano induzido pelo álcool e intoxicações metálicas. Estudos experimentais recentes mostram que altas doses de ácido alfalipóico (600 mg) podem prevenir e/ou tratar a resistência insulínica e a polineuropatia diabética.

Em recente estudo científico foi demonstrado que a combinação da vitamina C, vitamina E e do ácido alfalipóico diminuem os níveis de F2- isoprostane, um indicador de estresse oxidativo em fumantes. Isso confirma a hipótese de que a ação conjunta de antioxidantes é mais efetiva do que seu uso isolado, devido a suas interações, completando os esforços uns dos outros (Packer, 2002).

As doses habitualmente usadas variam de 50 a 150mg/dia.

  • : É um potente antioxidante lipossolúvel. Trata-se do carotenóide com a maior capacidade sequestrante do oxigênio singlet por apresentar duas ligações duplas não conjugadas, o que lhe confere maior reatividade (Di Mascio, 1989).

As principais fontes desse carotenóide são os alimentos de cor vermelha, como: o tomate, goiaba, melancia, mamão e pitanga (Djuric, 2001). O tomate e seus derivados aparecem como as maiores fontes de licopeno. O tomate cru apresenta em média, 30mg/kg do fruto, o suco de tomate cerca de 150 mg/litro e o catchup 100 mg/kg (Sthal, 1999). O consumo de molho de tomate apresenta taxas de concentrações séricas de licopeno maiores que do consumo de tomates crus ou suco de tomate fresco.

Em suas funções biológicas é um excelente antioxidante, seqüestrando e inativando os radicais livres principalmente os radicais peróxidos e o oxigênio molecular. Atuam em fases lipídicas, bloqueando os radicais livres que danificam as membranas lipoprotêicas (Sies, 1995). Existe uma significativa redução no risco de câncer e o consumo de licopeno, sobretudo o câncer de próstata e de pulmão. O consumo de tomate está inversamente associado ao risco de infarto do miocárdio. A dose recomendada é de 35 mg/dia para uma eficaz antioxidação (Rao, 2000).

Compostos fenólicos: São potentes antioxidantes encontrados nas uvas, nozes, frutas e vinho tinto. O vinho é composto por aproximadamente 200 diferentes polifenóis, sendo o tinto 10 vezes mais rico quando comparado com o vinho branco (Scalbert, 2000).

Mais recentemente foi descoberta na casca e semente da uva uma substância pertencente ao grupo dos estilbenos chamada resveratrol.  Este teria efeito protetor sobre o coração e o cérebro, com proteção contra doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer (Opie, 2007). São capazes de inibir a oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL-colesterol), que está intimamente relacionada com as complicações da aterosclerose, doença arterial coronariana (DAC), o acidente vascular cerebral, doença vascular periférica e alguns tipos de câncer (Mamede, 2004; Opie, 2007).

Estudos mostram que o consumo de 300 ml de vinho tinto/dia aumenta significativamente a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo quatro horas após sua ingestão, melhora o balanço entre LDL/HDL, com maior proteção cardiovascular (Carbonneau, 2007). Indivíduos que têm o hábito de beber vinho moderadamente nas refeições têm 20% menos chance de desenvolver câncer de qualquer tipo, diminui a hemoglobina glicosilada, favorecendo o emagrecimento e evita as complicações do diabetes (Gin, 2002). Com relação ao envelhecimento, os vinhos tintos ricos em polifenóis são potentes eliminadores de radicais livres, protegendo contra o desenvolvimento de demência senil e outras doenças degenerativas do sistema nervoso, como o Alzheimer (Mukamal, 2003). O resveratrol é considerado um fitoestrógeno, daí ter efeito benéfico sobre a fertilidade, atenua sintomas do climatério e reduz a chance de desenvolver câncer de ovário (Calabrese, 1999).

Vale ressaltar que por ser uma bebida alcoólica, o vinho deve ser consumido com moderação, pois seu consumo excessivo passa a ser fator de risco para as doenças cardiovasculares e outras doenças. De acordo com especialistas, o consumo de uma ou duas taças de vinho tinto por dia (300 ml) é adequado para proteção do organismo por meio de diversos mecanismos fisiológicos (Vaccari, 2009).

 

POR QUE DEVEMOS SUPLEMENTAR?

As evidências mostram que alimentação diversificada rica em frutas e hortaliças beneficia à saúde. Uma dieta balanceada, contendo vitaminas, minerais e oligoelementos é suficiente para suprir as necessidades orgânicas de grande parte da população, mas não de pacientes críticos ou idosos, que são mais vulneráveis à desnutrição, com um ambiente digestivo menos biodisponível. Nestes casos, a suplementação pode ser necessária.

Olszewer (1997) enumera alguns erros na nossa alimentação, o que nos faz crer que a suplentação seja útil muitas das vezes, sobretudo no paciente idoso ou debilitado:

-A concentração de vitamina C diminui por efeito do calor e do oxigênio;

-O conteúdo de tocoferol dos alimentos varia dependendo do processamento, depósito e preparação, mecanismo que pode provocar grandes perdas;

-A vitamina B6 se perde entre 50-70% quando se processam as carnes ou cereais;

-Quando estocado ou processado, o alimento perde 50% do ácido fólico;

-80% do magnésio é perdido quando se remove a camada externa dos grãos;

-As uvas estocadas perdem 30% das vitaminas do grupo B;

-As mexericas estocadas por 8 semanas perdem 50% da vitamina C;

-O congelamento da carne faz com que se perca 50% da tiamina e riboflavina e 70% do ácido pantotênico;

-40% dos peixes estão estragados na hora da compra e 50% contaminados com bifenol policlorinados;

-50% de tudo o que comemos está contaminado por pesticidas.

Em pacientes idosos, doentes ou até mesmo no atleta, condições onde o estresse oxidativo está aumentado em conseqüência de um metabolismo acelerado, o balanço redox está rompido. Há aqui uma maior necessidade de nutrientes antioxidantes. Nesses casos a suplementação dietética pode ser útil, inclusive para o aumento do desempenho desses atletas (Packer, 1997). Portanto é importante que se estabeleça as reais necessidades desses indivíduos, verificando se o planejamento alimentar é capaz de suprir suas necessidades ou, caso contrário, estabelecer doses seguras de suplementos. É imperativo determinar o momento exato, a dose, a via de administração e qual o antioxidante ideal para cada caso.

 

SUGESTÃO DO AUTOR DE FÓRMULA ANTIOXIDANTE:

Vitamina C........................................................................... 1000 mg

Vitamina E.............................................................................400 mg

Ácido alfalipóico......................................................................20 mg

Magnésio glicina....................................................................100 mg

Manganês glicina......................................................................2 mg

Zinco quelado..........................................................................15 mg

Cobre quelado...........................................................................1 mg

Selênio quelado...................................................................100 mcg

Ácido Fólico..............................................................................1 mg

Vitamina B2...........................................................................20 mg

Vitamina B6...........................................................................50 mg

Bioflavonóides complexos....................................................100 mg

*Fazer 60 doses.

*Tomar uma dose via oral após café da manhã.

 

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

  • , D. Antioxidant defences against reactive oxygen species causing genetic and other damage. Mutation Research, Amsterdam, v.350, n.1,p.103-108,1996.

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